Como vencer a crise aplicando os conceitos de qualidade total

A palavra crise está em todos os lares brasileiros. Uns falam sem nem ao menos saber o que é CRISE. Outros conversam com propriedade de quem é especialista. A mídia, principalmente a televisiva, tenta didaticamente “ensinar” às “pessoas comuns” vários conceitos da crise global, trazendo o assunto para as mazelas brasileiras como corrupção e descontrole da economia. O certo é que estamos vivendo momentos difíceis no Brasil com inflação alta, juros na estratosfera, crise política de falta de credibilidade e, finalmente, achamos que o país está um pouco sem rumo.

A Presidente da República, que é economista, não demonstra suas habilidades com tal profissão, fazendo discursos hilários e, muitas vezes, levando o maior cargo da República ao ridículo. Mas, o que a qualidade total das empresas e instituição pode ajudar nessa saída da crise?

Em primeiro lugar, DESCARTE tudo que está em sua área de trabalho que não é utilizado no seu dia a dia. Com isso você vai se livrar de coisas que só atrapalham a vida cotidiana da empresa. Faça doações ou venda por preços populares computadores e periféricos de pouca ou nenhuma utilização, arquivos, birôs, máquinas e equipamentos. Alguém em outra empresa ou instituição deve estar precisando desses objetos e você está aí com eles sem serventia.

Em segundo lugar, ORGANIZE tudo que estiver ao seu alcance. Comece por sua mesa e de seus subordinados, incentive-os a se comprometer com a organização das baias de trabalho, em seguida com os arquivos físicos e digitais. Hoje em dia os arquivos digitais precisam ser limpos e descartados com uma freqüência mínima, tendo em vista a quantidade de coisas inservíveis no meio digital (pastas digitais no servidor e estação de trabalho nas empresas). A organização precisa ser uma máxima em todos os serviços prestados e produtos vendidos. A fabricação, comercialização e prestação de serviços prescinde de qualidade para que o cliente volte a utilizar tal bem ou serviço.

Em terceiro lugar tem a LIMPEZA propriamente dita. É com um ambiente limpo e bem apresentado que você vai produzir bens ou prestar serviços diferenciados. Comece por você mesmo, dando o exemplo na vestimenta, no atendimento telefônico, na polidez com as outras pessoas, com a transmissão da verdade, nas ações transparentes e nos relacionamentos interpessoais bem intencionados. Sem malícias ou subterfúgios, para que o teu cliente interno ou externo confie em você e tenha certeza que está realizando uma negociação boa para ambos os lados.

Em quarto lugar temos a HIGIENE, senso que cuida da saúde das pessoas envolvidas no processo produtivo de bens ou serviços. Toda organização trabalha com pessoas e para pessoas, por isso o bem-estar dessas pessoas tem uma importância fenomenal. A entidade para sair de qualquer crise precisa ter pessoas com saúde física e mental, para realizar trabalhos de qualidade. É indubitável que a higiene que temos conosco e com os objetos e utensílios que manuseamos tem importância vital no desenvolvimento do nosso trabalho e nas relações profissionais com os outros ao nosso redor. Essa higiene precisa ser até uma higiene de caráter, para darmos exemplos de honestidade, atitude ética, compromisso com o social e o meio ambiente, para as futuras gerações receberem nossa terra menos poluída e menos devastada por nossas ações de ignorância sustentável.

Finalmente e não menos importante, temos a ORDEM MANTIDA, que é a habilidade de conservar e manter todos os quatros sensos anteriores em prefeita ordem, no sentido de estar sempre melhorando e fazendo uma auditoria em círculo. É um processo sistêmico, começando de novo pelo descarte, organização, limpeza, higiene e ordem mantida. É um processo de retroalimentação ou feedback. Portanto, a CRISE está muito em nossas cabeças e no nosso imaginário. Quanto mais se fala de crise mais ela é fixada nas nossas mentes. Não devemos nos esquecer de prestarmos contas aos nossos stakeholders, que são a razão de ser das nossas empresas e empreendimentos.

Xô CRISE!

Contador Prof. Dr. João F. de Lavor

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