Como vencer a crise aplicando os conceitos de qualidade total

A palavra crise está em todos os lares brasileiros. Uns falam sem nem ao menos saber o que é CRISE. Outros conversam com propriedade de quem é especialista. A mídia, principalmente a televisiva, tenta didaticamente “ensinar” às “pessoas comuns” vários conceitos da crise global, trazendo o assunto para as mazelas brasileiras como corrupção e descontrole da economia. O certo é que estamos vivendo momentos difíceis no Brasil com inflação alta, juros na estratosfera, crise política de falta de credibilidade e, finalmente, achamos que o país está um pouco sem rumo.

A Presidente da República, que é economista, não demonstra suas habilidades com tal profissão, fazendo discursos hilários e, muitas vezes, levando o maior cargo da República ao ridículo. Mas, o que a qualidade total das empresas e instituição pode ajudar nessa saída da crise?

Em primeiro lugar, DESCARTE tudo que está em sua área de trabalho que não é utilizado no seu dia a dia. Com isso você vai se livrar de coisas que só atrapalham a vida cotidiana da empresa. Faça doações ou venda por preços populares computadores e periféricos de pouca ou nenhuma utilização, arquivos, birôs, máquinas e equipamentos. Alguém em outra empresa ou instituição deve estar precisando desses objetos e você está aí com eles sem serventia.

Em segundo lugar, ORGANIZE tudo que estiver ao seu alcance. Comece por sua mesa e de seus subordinados, incentive-os a se comprometer com a organização das baias de trabalho, em seguida com os arquivos físicos e digitais. Hoje em dia os arquivos digitais precisam ser limpos e descartados com uma freqüência mínima, tendo em vista a quantidade de coisas inservíveis no meio digital (pastas digitais no servidor e estação de trabalho nas empresas). A organização precisa ser uma máxima em todos os serviços prestados e produtos vendidos. A fabricação, comercialização e prestação de serviços prescinde de qualidade para que o cliente volte a utilizar tal bem ou serviço.

Em terceiro lugar tem a LIMPEZA propriamente dita. É com um ambiente limpo e bem apresentado que você vai produzir bens ou prestar serviços diferenciados. Comece por você mesmo, dando o exemplo na vestimenta, no atendimento telefônico, na polidez com as outras pessoas, com a transmissão da verdade, nas ações transparentes e nos relacionamentos interpessoais bem intencionados. Sem malícias ou subterfúgios, para que o teu cliente interno ou externo confie em você e tenha certeza que está realizando uma negociação boa para ambos os lados.

Em quarto lugar temos a HIGIENE, senso que cuida da saúde das pessoas envolvidas no processo produtivo de bens ou serviços. Toda organização trabalha com pessoas e para pessoas, por isso o bem-estar dessas pessoas tem uma importância fenomenal. A entidade para sair de qualquer crise precisa ter pessoas com saúde física e mental, para realizar trabalhos de qualidade. É indubitável que a higiene que temos conosco e com os objetos e utensílios que manuseamos tem importância vital no desenvolvimento do nosso trabalho e nas relações profissionais com os outros ao nosso redor. Essa higiene precisa ser até uma higiene de caráter, para darmos exemplos de honestidade, atitude ética, compromisso com o social e o meio ambiente, para as futuras gerações receberem nossa terra menos poluída e menos devastada por nossas ações de ignorância sustentável.

Finalmente e não menos importante, temos a ORDEM MANTIDA, que é a habilidade de conservar e manter todos os quatros sensos anteriores em prefeita ordem, no sentido de estar sempre melhorando e fazendo uma auditoria em círculo. É um processo sistêmico, começando de novo pelo descarte, organização, limpeza, higiene e ordem mantida. É um processo de retroalimentação ou feedback. Portanto, a CRISE está muito em nossas cabeças e no nosso imaginário. Quanto mais se fala de crise mais ela é fixada nas nossas mentes. Não devemos nos esquecer de prestarmos contas aos nossos stakeholders, que são a razão de ser das nossas empresas e empreendimentos.

Xô CRISE!

Contador Prof. Dr. João F. de Lavor

Como ter um(a) empregado(a) doméstico(a) sem “dor de cabeça”?

A novela OS DEZ MANDAMENTOS da TV Record trás um relato televisivo de como eram as pessoas que trabalhavam no interior das casas e palácios há muitos anos antes de Jesus Cristo. Naquele tempo todos os afazeres domésticos eram realizados por escravos, principalmente hebreus, mulheres e homens dedicados aos proprietários das residências egípcias.

Até começo do século XXI, os empregados domésticos brasileiros ainda viviam num regime análogo aos escravos domésticos. Uma minoria tinha Carteira de Trabalho registrada de acordo com a legislação, que não era totalmente específica, mas tratava os domésticos como trabalhadores similares ao comércio ou indústria, por exemplo.

Com o advento da Lei Complementar nº150, de 1 de junho de 2015, o Parlamento brasileiro dar um passo para a isonomia dos trabalhadores domésticos com os demais trabalhadores brasileiros, proporcionando os direitos inerentes numa relação de trabalho regular e moderna. Uma das especificidades do trabalhador doméstico é que sua relação de emprego é: “prestar serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas.”

Se você dona de casa ou dono de casa quer contratar uma pessoa para trabalhos domésticos não esqueça de observar alguns pontos fundamentais nessa futura relação de trabalho. Primeiro você precisa saber se precisa de alguém mais de dois dias por semana. Se não precisar de mais de dois dias por semana, é melhor contratar uma diarista, que é uma trabalhadora autônoma, que faz seu serviço num dia, recebe seu dinheiro e vai pra casa.

Caso os afazeres do lar demande mais de dois dias por semana, aí deve-se contratar uma empregada ou empregado doméstico. Muitos pedem o currículum vitae da nova funcionária, mais os seguintes documentos: CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social, cópia da identidade, do CPF, do comprovante de endereço, uma foto 3 x 4, registro de nascimento ou casamento, registro de filhos menores de 14 anos, averiguar se precisa de vale transporte, atestado médico admissional (custo por conta do empregador), referências (a critério do empregador), fardamento (a critério do empregador e fornecido por ele). O empregador tem 2 dias úteis para assinar e devolver referida CTPS ao empregado doméstico.

O trabalhador doméstico tem direitos iguais aos outros trabalhadores como: férias, 13º salário, repouso semanal remunerado, de preferência aos domingos, aviso prévio, contrato de experiência de até 90 dias (é bom para os dois lados – patrão e empregado), recolhimento de INSS e FGTS, Seguro desemprego, vale transporte, alimentação, licença maternidade, licença acidente de trabalho. É bom frisar que a Licença maternidade e acidente de trabalho são pagos pelo patrão ou patroa, mas reembolsado/compensado pelo governo federal através do INSS. No caso do aviso prévio é de 30 dias até um ano de serviços, acrescido de mais 3 dias por ano trabalhado até 90 dias no total.

Quando o patrão ou a patroa assina a Carteira da empregada/o doméstica/o, disponibiliza todos os direitos legais, faz com que o empregado ou empregada trabalhe com mais esmero, compromisso e satisfação, além de evitar “dor de cabeça” com preocupação a respeito de Justiça do Trabalho ou quaisquer outros problemas que uma relação trabalhista injusta e informal poderá proporcionar.

#trabalhodomésticolegal

Contador Prof. Dr. João F. de Lavor

Como conviver com as leis de Lavagem de Dinheiro

O ano de 2015 foi um marco para consolidar uma maneira de consolidar mudanças no comportamento ético do EMPRESÁRIO no Brasil. A operação LAVA JATO, feita pela Justiça Federal no grupo PETROBRAS e em outras estatais federais brasileiras, é considerada a segunda maior façanha inibidora da corrupção depois do MENSALÃO DO PT.

O Setor Público brasileiro tem uma cultura de corrupção, patrimonialismo e corporativismo desde as Capitanias Hereditárias. É uma doença incurável, que estão sendo descobertos remédios para tentar deter o estágio terminal desse mal contagioso. Entretanto, só existe corrupto se existir corruptor. Alguns maus servidores públicos podem praticar a corrupção passiva, mas existe sempre um pseudo “EMPRESÁRIO” praticando a corrupção ativa, por isso a legislação brasileira já existe e está começando a ser usada, para diminuir esses desvios nos recursos da “coisa pública”.

Assim é que duas leis estão tomando forma para sair do papel e tratam sobre crimes de Lavagem de Dinheiro ou money laundering. O que é isso? Alguns autores dizem que o termo remonta ao mafioso Al Capone em 1928, que decidiu abrir uma rede de lavanderias em Chicago (USA), para regularizar dinheiro proveniente do tráfico de drogas, jogos de azar, prostituição e extorsão. Segundo Juliana Toralles dos Santos Braga, Tradicionalmente, define-se a lavagem de dinheiro como um conjunto de operações por meio das quais os bens, direitos e valores obtidos com a prática de crimes são integrados ao sistema econômico financeiro, com a aparência de terem sido obtidos de maneira lícita. É uma forma de mascaramento da obtenção ilícita de capitais.

As Leis de Lavagem de dinheiro, Lei 9.613, de 1998 e Lei 12.683 de 2012 estão sendo bastante utilizadas e a partir de 2012 tem-se ligado a SONEGAÇÃO FISCAL à essas leis, o que torna este crime bem mais severo do que muitos “EMPRESÁRIOS” pensam.

Como conviver com estas leis sem ter muito prejuízo? É simples, fazer a coisa certa, organizar a empresa, não deixar de emitir notas fiscais de vendas de bens ou serviços, controlar toda a entrada de mercadorias e serviços tomados, a fim de que alguns maus empresários não se aproveitem da sua desorganização e lhe envolva em fraudes ou sonegação fiscal. Todos os pagamentos ou recebimentos devem ser respaldados em Notas Fiscais de Bens e de Serviços, juntamente com o recibo do pagamento ou recebimento. É bom lembrar que recibo demonstra que houve pagamento ou recebimento, já Nota Fiscal mostra que houve uma transação de venda de bens ou serviços. É preciso estarmos alertas para essas diferenças básicas e não aceitarmos RELATÓRIO DE VENDA (Extrafiscal|) como substituto de NOTA FISCAL. O empresário tem obrigação te emitir e entregar ao consumidor de bens ou serviços a nota fiscal, mas nós brasileiros achamos que é um favor que o empresário estar fazendo e muitas vezes temos vergonha de pedir a nota fiscal. O correto não era nem pedir, era o empresário e seus funcionários já entregarem essa nota fiscal automaticamente como uma obrigação fiscal. O prejuízo numa fiscalização será bem maior do que pagar os tributos na forma da lei, além das sanções administrativas e penais que porventura apareçam.

Eu sempre digo: uma empresa só é viável e deve estar com suas portas abertas se o seu faturamento der para pagar todas suas contas, todos os tributos, pagar bem aos funcionários e ainda gerar lucro para seus donos; caso contrário, deveria estar fechada.

Confira o boletim contábil semanal

Caixa aprova cronograma para eventos do FGTS no eSocial

Regras para micro e pequenas empresas, microempreendedores individuais com empregados,
segurado especial e pequeno produtor rural pessoa física ainda não estão definidas

Regulamentada a restituição do PIS-Cofins Importação

Medida refere-se à exclusão do ICMS da base de cálculo dos tributos

Intervalo para alimentação e repouso

Empregado que cumpre jornada superior a quatro horas faz jus a uma pausa para descanso

Paraná tem novos pisos estaduais

Reajuste do mínimo estadual é válido desde o dia 1º

Santa Catarina reajusta pisos salariais

Com correção média de 6,76%, novos valores retroagem a janeiro

VOCÊ QUER SER EMPREGADO OU EMPREGADOR?

Pergunta difícil? Ou fácil? Como tudo na vida depende do ponto de vista, dos objetivos e metas que se pretende alcançar e, por último, mas não menos importante: das oportunidades.  Lembrando que as oportunidades não caem do céu feito chuva. Para ser empregado, por exemplo, não basta que se tenha uma profissão aliada à uma boa experiência e formação acadêmica no ramo ou um bom networking, se não tiver oportunidades, se o mercado de trabalho não estiver propício a recebê-lo, pode ser que profissionais fiquem um bom tempo sem emprego. A nossa indagação maior é – Você tem cabeça de empregado ou de patrão?

O empregado é aquele que só pensa no dia do pagamento do mês, só pensa na sexta-feira para ter o final de semana de repouso, imagina e sonha com um feriadão prolongado, para passear e se divertir. Este é o empregado tradicional e, geralmente, comenta maliciosamente para quem pensa diferente, que o colega é puxa-saco, é babão, é besta porque trabalha mais do que o necessário, enfim, rotula seus colegas das mais diferentes maneiras tentando justificar sua falta de visão empreendedora e de uma carreira profissional promissora.

O trabalhador com visão de empregado não quer nem saber se a empresa que ele está trabalhando está dando lucro ou prejuízo, está vendendo bem ou mal, está tendo custos e despesas mais do que a maioria dos concorrentes do mesmo setor da economia ou não. Ele não enxerga que o futuro próspero da empresa onde ele trabalha pode ser a permanência do seu emprego.

Culturalmente, nós brasileiros somos criados, desde os primórdios, para estudarmos muito e arranjarmos um bom emprego ou passarmos num concurso público e adquirirmos “estabilidade”. Esta maneira de pensar está mudando, mas muito lentamente. A reviravolta ética, jurídica, política, administrativa, da mídia e da maioria das pessoas aqui no Brasil tem feito muitos de nós analisarmos essas “verdades” sobre estabilidade e concurso público.

Quanto à visão de empregador, de patrão, de empreendedor, pode ser em funcionários de empresas dos mais variados portes e tamanhos, independente de faturamento ou de quantidade de trabalhadores. Você pode ser empregado e ter visão e preocupação de empregador ou de patrão. Você pode ser funcionário de uma empresa e sempre estar atento aos lucros ou prejuízos que essa entidade está tendo, inclusive periodicamente. Pode se envolver em projetos para alavancar os resultados da empresa, mesmo sem fazer parte daquele setor ou departamento. O empreendedor não é só aquele que quer colocar um negócio próprio, mas as pessoas que mesmo sendo empregados pensam no seu futuro como profissional, preocupados com a saúde econômica e financeira da empresa onde trabalham estarão também se preocupando com o seu próprio emprego.

Por isso, respondendo à pergunta do título deste texto, você é quem vai decidir que futuro terá daqui a 5, 10 ou 20 anos em termos profissionais. Enquanto estiver tendo visão míope, visão de curto prazo somente até a sexta-feira ou até o quinto dia útil para receber o salário, provavelmente, você terá resultados medíocres. Esquecendo um pouco a dualidade patrão-empregado da luta de classes, comece servindo, se doando, dando conhecimento e força de trabalho que, inevitavelmente, as bonanças materiais virão como consequência.

Pense nisso!!!

Para mais artigos e dicas acesse o site:  João Lavor

RESILIÊNCIA EMPREENDEDORA

RESILIÊNCIA EMPREENDEDORA

O empreendedorismo tradicional que conhecemos mostra que existe o empreendedor por iniciativa e por necessidade. Quando se tem oportunidade de empreender por decisão própria, planejando as ações desde o local onde vai funcionar a empresa, passando por qual atividade desenvolver, quais funcionários recrutar, como aprender o básico do empreendimento a ser criado, a fim de que o microempresário possa gerir seu negócio com mais maestria, as coisas fluem melhor.

Já empreender por necessidade, porque perdeu um bom emprego, porque participou de um plano de demissão voluntária de alguma grande empresa, ou recebeu uma herança, ou os pais querem que o jovem tome jeito na vida e precisa abrir um negócio para aprender a ser empresário, é bem mais arriscado e propenso ao fracasso. Nesse sentido já existem vários estudos de entidades ligadas às micros e pequenas empresas que demonstram cabalmente a falência da maioria desses empreendimentos.

Tenho mais de 30 anos convivendo com micros, pequenas e médias empresas que abriram suas portas nas duas modalidades de empreendedorismo acima explicitados. A conclusão que chego e que posso aconselhar muitos empresários é que “todo negócio próprio tem seus riscos”. O risco é inerente à atividade de empreender. Faz parte do negócio. Entretanto, os frutos de se ter um negócio próprio não são só financeiros, são também prazerosos, de realização pessoal, de ajuda aos outros quando se abrem vários postos de trabalhos e se tem a noção de ajudar no sustento de várias famílias. Além da contribuição à sociedade onde se está inserido e o possível legado que se deixa para a posteridade.

Vou elencar aqui, agora, algumas epifanias[1] ou dicas poderosas para que qualquer pessoa possa abrir seu próprio negócio com menos possibilidade de fracasso.

  • Faça uma avaliação pessoal de como está a sua saúde física e mental;
  • Verifique suas economias e como você está sustentando sua família, se for o caso de ser casado e ter dependentes;
  • Se for empreender estando trabalhando noutra empresa e usando as horas “vagas” tenha cuidado para dar a atenção necessária nos dois ambientes, para que não seja injusto com quem está te pagando;
  • Se o negócio a ser aberto for de uma atividade que você tenha expertise, melhor ainda, porque você não terá dificuldades de arregimentar pessoas e materiais para o empreendimento; caso contrário estude bem a atividade;
  • Procure sócios. Muitos de nós não gosta de sócios por uma cultura da nossa região de achar que ninguém merece confiança, que os outros só querem roubar suas boas ideias, que você vai criar o maior negócio do mundo e que todo mundo está querendo copiar, etc.; isto é mito, bom sócio é muito bom, divide lucros mas também divide prejuízos, angustias e responsabilidades;
  • Procure alguém ou uma entidade que te ensine a fazer o quadro MODELO DE NEGÓCIOS e em seguida o PLANO DE NEGÓCIOS, para que você saiba quais são seus pontos fortes e fracos, seus clientes e fornecedores, o capital necessário e onde encontrar capital de investidores, os negócios que já deram certo e os que fracassaram nesse ramo de atividade pretendido, o capital humano, material e financeiro necessário para iniciar a empreitada e, principalmente, o tempo que você vai dedicar ao negócio;
  • Por último e não mais importante, o que você vai entregar de VALOR ao seu cliente? Não valor de troca financeira ou econômica, mas valor no sentido de utilidade e necessidade dos clientes. O que vai melhorar na vida dos clientes este produto ou serviço que você vai desenvolver? Não pense somente no dinheiro que você vai ganhar com a atividade econômica, pois o dinheiro será consequência da tua doação ao negócio, ao empreendimento.

Ufa!!! Comece logo esse negócio homem ou mulher de Deus!!!

Você viu que o empreendedorismo requer RESILIÊNCIA, mas essas 7 epifanias servirão para você pensar melhor antes de enfrentar qualquer atividade empreendedora com possibilidade de sucesso.

Sucesso e Deus te abençoe.

03.03.2017

 

Contador Prof. Dr. João F. de Lavor – Life Coach, Doutor em Educação, Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Contador e Pedagogo. Experiência de 23 anos em 4 grandes bancos: Banco do Brasil, BRADESCO, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil S.A. – Professor universitário e sócio da Queiroz e Lavor Soluções Contábeis Ltda.

[1] Epifania significa aparição ou manifestação de algo, normalmente relacionado com o contexto espiritual e divino. Do ponto de vista filosófico, a epifania significa uma sensação profunda de realização, no sentido de compreender a essência das coisas.

DRM – DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO MENSAL

As empresas de pequeno porte ou microempresas tem muita dificuldade de saber quanto teve de lucro ou prejuízo mensalmente. Todas essas entidades desse tamanho possuem contabilidade terceirizada, que dificulta a apuração do resultado econômico nesse espaço de tempo exíguo, fazendo com que o pequeno empreendedor tenha que fazer suas próprias demonstrações contábeis. Isto não seria difícil se a maioria dos microempresários tivessem conhecimento dos princípios, normas e legislação contábil, tributária e de recursos humanos.

Pensando em auxiliar esses empreendedores de primeira viagem ou microempresários já estabelecidos, mas que queiram dar um “up” em seus negócios, estamos sugerindo uma demonstração de resultado mensal, para facilitar a avaliação e análise do pequeno empreendimento, seja na área de indústria, comércio ou serviços. No caso de serviços, estamos nos especializando em “startups”, para ser um PEDAGOGO das empresas de tecnologia da informação e comunicação.

Na Grécia antiga o PEDAGOGO era a pessoa que acompanhava as crianças e jovens nos ensinamentos e nos caminhos do conhecimento, juntamente com os professores, às vezes até faziam o papel de professores efetivos. Nesse sentido, desde antigamente, os pedagogos foram e continuam a ser peças-chave no aprendizado das pessoas. Queremos nesse mister ser PEDAGOGO da educação empresarial dos micros e pequenos empresários. Sugerir melhorias nas relações com os números do empreendimento, no convívio com as pessoas – clientes internos – e com os clientes externos, além de todos os stakeholders de relacionamentos com as startups e microempresas.

Nossa ideia foi CRIAR uma DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO MENSAL – DRM no estilo da DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO – DRE, só que na periodicidade mensal e com outros dados de rubricas patrimoniais, tais como: Bancos conta movimento, Aplicações financeiras, Estoque, Total de empréstimos e financiamentos, Parcelamentos fiscais ou de outras origens.

Este é o modelo de DRE adaptado do artigo 187 da Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas):

RECEITA BRUTA
Vendas Brutas
Prestação de Serviços
(-) DEDUÇÕES DA RECEITA
Impostos s/ Vendas e Serviços (ICMS, ISS, PIS, COFINS)
Devoluções ou Cancelamentos
Descontos Incondicionais e Abatimentos
(=) RECEITA LÍQUIDA
(-) CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS OU DOS PRODUTOS E SERVIÇOS VENDIDOS
(=) LUCRO BRUTO OU RESULTADO OPERACIONAL BRUTO
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
(-) Despesas com Vendas
(-) Despesas Administrativas
(-) Despesas Financeiras
(+) Receitas Financeiras
(-) Outras Despesas Operacionais
(+) Outras Receitas Operacionais
(=) RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO OU LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL
(+) Outras Receitas
(-) Outras Despesas
(=) RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA = LAIR
(-) Contribuição Social s/ o Lucro (CSLL)
(-) Imposto de Renda s/ o Lucro
(=) LUCRO DEPOIS DO IMPOSTO DE RENDA = LAIR
(-) PARTICIPAÇÕES ESTATUTÁRIAS
Debêntures
Empregados
Administradores
Partes Beneficiárias
Fundos de Assistência de Empregados
(=) LUCRO/ PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO POR AÇÃO = Lucro líquido/Nº de ações em circulação

A DRM – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO MENSAL que estamos sugerimos ficaria neste formato abaixo, e estamos providenciando uma PLANILHA ELETRÔNICA ou um SOFTWARE para disponibilizar a todos que queriam organizar suas micros e pequenas empresas:

DRM – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO MENSAL

EMPRESA:

MÊS:

RECEITA BRUTA
Vendas Brutas de Produtos
Prestação de Serviços
(-) DEDUÇÕES DA RECEITA
Impostos s/ Vendas e Serviços (ICMS, ISS, PIS, COFINS)
Devoluções ou Cancelamentos
Descontos Incondicionais e Abatimentos
(=) RECEITA LÍQUIDA
(-) CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS OU DOS PRODUTOS E SERVIÇOS VENDIDOS
(=) LUCRO BRUTO OU RESULTADO OPERACIONAL BRUTO
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
(-) Despesas com Vendas
(-) Despesas Administrativas

1. Aluguéis

2. Telefones e celulares

3. Internet

4. Salários dos funcionários

5. Férias dos funcionários

6. Vale transporte

7. Alimentação dos funcionários

8. Cesta básica dos funcionários

9. Participação da empresa em Plano de Saúde dos funcionários

10. Pró-labores dos sócios

11. INSS

12. FGTS

13. Contribuição Sindical

14. Seguros

15. Contabilidade Terceirizada

16. Advogado terceirizado

17. Segurança eletrônica e patrimonial

18. Rescisão de funcionário

19. DAS – SIMPLES NACIONAL

20.

21.

22.

(-) Despesas Financeiras
(+) Receitas Financeiras
(-) Outras Despesas Operacionais
(+) Outras Receitas Operacionais
(=) RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO OU LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL
(+) Outras Receitas
(-) Outras Despesas
(=) LUCRO/ PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
CONTAS PATRIMONIAIS
1)      Saldo do Caixa

2)      Saldo de Bancos

3)      Saldo de Aplicações Financeiras

4)      Saldo do ESTOQUE de mercadorias

5)      Saldo de Empréstimos e Financiamentos

6)      Total de prestações pagas dos financiamentos/empréstimos

7)      Parcelamentos tributários

8)

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Esta planilha será feita considerando os doze meses do ano e servirá para o microempresário comparar os valores dos meses, além de ter colunas com análises verticais e horizontais.

 

26.11.2016

Contador Prof. Dr. João F. de Lavor – Doutor em Educação, Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Contador e Pedagogo. Experiência de 23 anos em 4 grandes bancos: Banco do Brasil, BRADESCO, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil S.A. – Professor universitário e sócio da Queiroz e Lavor Soluções Contábeis Ltda.

OBRIGATORIEDADE DE CONTABILIDADE PARA PEQUENAS EMPRESAS

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As empresas de contabilidade e os contabilistas autônomos terceirizados tem se multiplicado Brasil a fora. Isto é muito bom, por que fornece oportunidades de trabalho para muitos profissionais, bem como dá condições para os pequenos empresários escolherem aqueles mais bem preparados, mais comprometidos com os serviços contábeis, tributários, de pessoal e societários de qualidade. Contudo, isto seria o ideal, mas infelizmente, a realidade é bem diferente. Temos visto serviços contábeis terceirizados de baixa qualidade e boa parte da classe contábil competindo em preços, ou seja, quem consegue baixar mais o preço ganha a clientela desavisada.
Muitos contabilistas não fazem contabilidade com a ideia de que MICROEMPRESA e EMPRESA DE PEQUENO PORTE não são obrigadas a essa obrigação legal. Ledo engano, por que a RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12 que aprova a ITG 1000 – Modelo Contábil para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte exige a obrigatoriedade de tal legislação. Esses profissionais fazem somente os serviços de SETOR PESSOAL e os IMPOSTOS das micros e pequenas empresas. Alguns clientes se sentem satisfeitos, por que vão pagar valores abaixo da média e não “enxergam” as reais finalidades e utilidades de uma contabilidade bem organizada e em dia.
Algumas utilidades da contabilidade que os stakeholders poderão enxergar na contabilidade de MEs e EPPs são:

⦁ Governos – Federal, Estadual e Municipal: a contabilidade está em dia e vem sendo elaborada por profissional regularmente inscrito e em dia com o Conselho Regional do seu Estado é sinal que os impostos, taxas e contribuições estão sendo pagos ou reconhecidos na forma da Lei;
⦁ Bancos – Os gerentes dos bancos poderão deferir créditos com menos riscos das informações fornecidas serão falsas. Isto dá uma tranquilidade jurídica para o empresário e para os bancos credores;
⦁ Fornecedores – Vender para uma empresa que não tem contabilidade é um tiro no escuro. Hoje, a maioria das empresas médias e grandes só trabalham com clientes cadastrados e aprovando cadastro e abertura de crédito. Neste sentido, não funciona mais a desculpa que é MICROEMPRESA ou EMPRESA DE PEQUENO PORTE para justificar a falta de contabilidade;
⦁ Sindicatos e justiça do Trabalho – Quem tem contabilidade em dia e bem organizada poderá provar uma situação difícil, por exemplo, para fazer negociações com Sindicatos ou mesmo na Justiça do Trabalho. A fidedignidade das informações contábeis serve de prova cabal em qualquer transação negocial com Sindicatos, Fisco ou Justiça em geral;
⦁ Funcionários e sócios – A contabilidade terceirizada em dia e organizada dá mais tranquilidade e satisfação aos próprios funcionários da empresa, além dos sócios ficarem cônscios do que está sendo produzido ou comercializado está de acordo com as informações contábeis. Fica mais fácil planejar a carreira para os empregados e os ganhos ou as perdas para os sócios.
A desculpa de não fazer a contabilidade regular nas microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), porque não é obrigado, porque os empresários não mandam nem querem mostrar os extratos bancários aos contabilistas, argumentando que não precisa revelar os saldos bancários, mesmo recebendo cartão de débito e de crédito na maioria das vendas é, no mínimo, um contrassenso, tendo em vista que as fiscalizações federais, estaduais e municipais tem se preparado cada vez mais com tecnologias de última geração para realizarem suas atividades diárias.
Finalmente, microempresário ou empresário de pequeno porte não aceite mais a ideia de que você não é obrigado a fazer contabilidade, por ser do SIMPLES NACIONAL ou por ser pequeno. Toda empresa brasileira é obrigada a ter contabilidade. Seja micro, pequena, média ou grande. A única exceção é o MEI – Microempreendedor Individual.
02.11.2016
Contador Prof. Dr. João F. de Lavor – Doutor em Educação, Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Contador e Pedagogo. Experiência de 23 anos em 4 grandes bancos: Banco do Brasil, BRADESCO, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil S.A. – Professor universitário e sócio da Queiroz e Lavor Soluções Contábeis Ltda.

COMO FAZER UM MODELO DE NEGÓCIOS

 

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Antes de você iniciar um negócio, o ideal é já na fase da ideia de criação de um empreendimento, que você aprenda a fazer um modelo de negócio. O modelo de negócio desenvolvido através de uma ferramenta chamada de Quadro de Modelo de Negócios (Business Model Canvas), criada por Alex Osterwalder e Yves Pigneur, serve para planejar e visualizar as principais funções de um negócio e suas relações.

O quadro de modelo de negócios idealizado por Alex Osterwalder e Yves Pigneur e aqui no Brasil divulgado pelo SEBRAE e outras pessoas e instituições, é uma maneira ampliada de se pensar e planejar o futuro empreendimento. A maioria das pequenas empresas não obtém sucesso, por falta de um simples planejamento, que muitos acham desnecessário, mas faria grande diferença na continuidade da empreitada empresarial.

O quadro Modelo de Negócios procura responder 4 grandes perguntas básicas: Para quem vou criar este negócio? O que vou criar para esses clientes/consumidores? Como vou desenvolver este projeto empresarial? E Quanto vou gastar e ganhar com essa minha empresa? O exemplo de QUADRO MODELO DE NEGÓCIOS, que está na página do SEBRAE: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/quadro-de-modelo-de-negocios-para-criar-recriar-e-inovar,a6df0cc7f4217410VgnVCM2000003c74010aRCRD

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Vamos relatar sucintamente as particularidades deste quadro:

Segmente de Clientes: Não adianta querer criar uma empresa para atender a todo e qualquer cliente daquele tipo de atividade, mas também é perigoso trabalhar com somente um tipo cliente, por que a nova empresa ficará refém daquele cliente. Selecione algumas poucas atividades que você domine em termos de conhecimento ou que você tenha pessoas que saibam fazer essas atividades. Veja se coincide seus conhecimentos com a resolução de algum problema de uma categoria de clientes. Uma dica de identificação de categoria de pessoas pode ser pelos hábitos ou costumes das pessoas.

Proposta de Valor: Considero este tópico um dos mais importantes, porque a proposta de valor é a cara da tua empresa. Nesta proposta de valor é onde você vai se diferenciar das outras empresas, é onde teus futuros clientes irão te escolher para resolver os problemas deles. A proposta deve resolver as necessidades e as dores dos clientes, por isso que ele vai te escolher para comprar produtos ou serviços. A segmentação de clientes é crucial para te fazer especialista nas necessidades dos futuros clientes.

Canais: Aqui é onde você vai escolher como entregar ao cliente a tua Proposta de Valor. Quais os meios físicos ou virtuais? Não adianta se você segmentou bem a clientela, fez uma ótima proposta de valor, mas entregou por um canal indevido, insuficiente ou ineficiente. O site, o telefone, o e-mail, o motoboy, o atendimento na tua Sede ou você mesmo não soube entregar a proposta para satisfazer a necessidade do cliente. Escolha o canal adequado para cada tipo de cliente.

Relacionamento com o cliente: Os tipos de relacionamentos que você vai fixar com o cliente dependerá da fidelização futura dele. Segmentos específicos de clientes carecem de relacionamentos próprios. Todo cuidado é pouco, para se ter um cliente fiel. A empatia é um ótimo recurso na convivência da empresa com o cliente. O exercício da empatia faz com que você perceba as necessidades, dores e problemas dos clientes.

Fontes de Receitas: São valores que vossa futura carteira de clientes está disposta a pagar, tendo em vista os benefícios que a proposta de valor vai impactar na resolução dos problemas e/ou dores dos clientes. Neste quesito não se deve esperar somente a venda de bens ou serviços da nossa empresa, mas outras fontes de receitas com propaganda e publicidade que possamos disponibilizar para nossa rede de parceria no nosso site, na nossa Sede, embalagens, etc.

Recursos principais: Os recursos principais são, recursos humanos, financeiros e materiais para entregar a proposta de valor diferenciada aos nossos clientes. Trabalhe sempre com os recursos intangíveis como o conhecimento da equipe gestora e colaboradora.

Atividades-chave: Essas atividades devem ser planejadas para colocarem a empresa em funcionamento e que sejam imprescindíveis para a entrega da proposta de valor. Destaca-se:

  1. Resolução de problemas: Quando o negócio for serviços e se dispuser a resolver algum problema ou dor dos seus clientes, ou bens que possam satisfazer as necessidades dos clientes naquilo que ele necessita;

  2. Desenvolvimento de bens ou serviços: Como será o desenvolvimento e elaboração dos bens ou serviços? Como será a produção?

  3. Relacionamentos e redes: solução de relacionamentos ou redes de comunicação para entrega da Proposta de Valor;

  4. Atividades operacionais: Como será o dia a dia da organização e que sejam imprescindíveis para o seu funcionamento.

Parcerias Principais: Estas parcerias são de grande valor para a nova organização, tendo em vista que fornecedores, parceiros, prestadores de serviços ligados ao negócio, que sejam externos ao empreendimento, mas que são fundamentais para o bom andamento e funcionamento da empresa.

Estrutura de custo: Esses principais custos vão fazer com que o negócio funcione. Em contabilidade conceituamos DESPESAS como tudo que pode gerar RECEITAS. Então não tenha medo de ter despesas, você não deve ter desperdícios, que é outra coisa totalmente diferente. Nesta estrutura estão os itens e as rubricas para que seja entregue eficientemente a promessa na proposta de valor.

25.10.2016

Contador Prof. Dr. João F. de Lavor – Doutor em Educação, Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Contador e Pedagogo. Experiência de 23 anos em 4 grandes bancos: Banco do Brasil, BRADESCO, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil S.A. – Professor universitário.